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Vale conhecer
Milton Friedman

“A sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade irá terminar sem igualdade e liberdade.”

Esta é uma das incontáveis frases de efeito do economista Milton Friedman (1912-2006) que costumamos receber em nossas mídias sociais. O momento não poderia ser melhor, ao menos para o público brasileiro, que está assistindo ao renascimento das ideias liberais.

Se você está buscando autores relevantes no espectro liberal, certamente Friedman tem de estar entre os primeiros. Com prêmio Nobel de Economia e muitas honrarias no currículo, o economista nova-iorquino se tornou um verbete fundamental em qualquer estudo. Estamos falando do fundador da Escola de Chicago. Além do próprio Friedman, lá estão outros economistas que defendem o papel reduzido do Estado.

Um discurso fácil seria atribuir a ele um desprezo pelos pobres. Na verdade, é o total oposto. Enquanto respondia a uma pergunta sobre que liberdade os pobres têm, em um ciclo de palestras entre 1977 e 1978, alguém da plateia o interrompeu: “Você já foi pobre algum dia?”. A resposta foi direta: “Sim. Muito mais pobre do que qualquer um nesta sala. Provavelmente, ninguém trabalhou 12 horas num dia para receber 79 centavos”. Friedman era filho de imigrantes russos. Estudou graças a uma bolsa e muitos sacrifícios.

Ele não colocava todas as atribuições sobre as costas do Estado, como uma entidade protetora dos cidadãos. Essa falsa pretensão, segundo ele, levava a mais pobreza. A responsabilidade deve estar nas pessoas, que não podem admitir que seus concidadãos chegassem mal preparados para competir no mercado de trabalho. Isto era fruto de uma educação fraca oferecida pela Estado.

Entre suas obras, podemos destacar cinco livros: “Capitalismo e Liberdade” (1962); “Uma História Monetária dos Estados Unidos, 1867-1960” (1963), “Liberdade para Escolher” (1980), “Promessas brilhantes, desempenho desanimador” (1983) e “Tirania do Status Quo” (1984). Muitas palestras estão disponíveis, inclusive legendadas, no YouTube. E o legado de Friedman também está vivo na fundação que ele e sua esposa idealizaram.

A EdChoice, antes chamada de Friedman Foundation, tem foco na educação. “Quando abriu as portas há 20 anos, Milton e Rose sabiam que o desafio da escolha pela educação era maior que o nome deles. Eles sempre quiseram que esta fundação não fosse baseada no nome deles, mas sempre quiseram educar o público sobre os benefícios da escolha educacional”, afirmou Robert C. Enlow, presidente e CEO da EdChoice.

Milton Friedman, portanto, vai muito além de memes, frases de impacto ou o ódio dos seus opositores. É alguém com ideais de liberdade para a economia e a sociedade. Não precisamos concordar com tudo, mas ele nunca foi tão atual e necessário.

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