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Um país
de fingimentos

A ideia aqui é fazer uma reflexão sobre o que está em torno da queda do edifício Wilton Paes de Almeida. Não se trata de fazer a exploração da tragédia. Mas entender do que está em redor de um drama humano, social e até de gestão da coisa pública. Temos um estado de fingimentos. O Estado faz de conta que presta serviços ao povo e os movimentos encenam uma luta por moradia.

O cenário é de um fingimento generalizado. O resultado aparente é do incêndio e da queda de um prédio. Uma construção que era um marco arquitetônico da cidade, propriedade estatal abandonada e uma invasão com um viés muito mais político do que social. Não vou ficar citando nomes ou siglas. Não quero alimentar a indústria do vitimismo e da hipocrisia. Aliás, tão próspera em nossos dias.

As famílias sem moradia são, evidentemente, o elo mais frágil dessa corrente. Temos aí um agravante: temos muitos estrangeiros. Isto é, pessoas que estavam em condições dramáticas em seus países de origem e vieram tentar uma vida nova. Essas famílias se tornam vítimas de verdadeiras milícias com roupagem social. Nos casos das comunidades carentes, as milícias tomam conta de seguranças, gás e TV a cabo clandestina. Nas invasões, as famílias pagavam para ter aquela moradia precária. Mas para onde ia o dinheiro? Para melhorar as condições do lugar é que não era.

Por outro lado, tem o papel do Estado. Nes