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Segurança para todos

Foi preciso chegar a um caos generalizado na segurança pública para que os políticos profissionais ligassem o sinal de alerta. Há décadas não existe um projeto nacional na área.

Quem entendeu essa necessidade conquistou a atenção da população. O povo não quer saber de conversa fiada. Ele quer ter a paz de ir trabalhar e voltar com segurança. Bandido tem de ser submetido ao rigor da lei. A vítima é a vítima. O criminoso é o criminoso.

Estamos em um país que contabiliza 62 mil vítimas por mortes violentas por ano. É o número de mortos muito próximo ao da bomba atômica de Nagasaki. Na Síria, a guerra civil gerou mais de 511 mil mortes em sete anos. É uma média anual de 75 mil. Isto nos leva a perceber que estamos em um país com dados comparáveis a uma nação em guerra.

Os números são elevados também para tráfico de drogas e armas, roubo de veículos e de cargas, entre outros crimes. As forças de segurança enxugam gelo com equipamentos e armamentos defasados. E tudo isso repercute no clima de medo vivido pelo cidadão.

Temos muitas coisas a fazer. Para começar, precisamos de uma lei de execuções penais mais rígida.

Os critérios para audiências de custódia também precisam mudar. Esse eterno jogo de prende e solta somente coloca em risco os nossos agentes de segurança. Não podemos expor nossos servidores por conta de tecnicalidades.

Os presídios estão na mão do crime organizado. Facções criminosas tomaram as cadeias e fizeram delas os seus centros de comando. Tecnologia, inteligência e rigor na entrada são pontos básicos para essa ofensiva contra o império do crime.

Urgência. Esta é a primeira palavra. Não podemos mais esperar. Eficiência é o outro mandamento. Esta área não permite mais vacilos. Vidas estão em jogo.

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