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Eles vão invadir a sua praia. E não para por aí. Vão invadir seu escritório, sua casa, seu carro e tudo mais. Estou falando dos robôs e todo o processo de automação que vai tomar conta do mercado de trabalho. A sua vida já está mudando e você sabe disso.

Podemos prever que, em bem pouco tempo, os robôs corresponderão a metade da força de trabalho, como bem lembrou Antonio Almeida, sócio de consultoria da EY. Não é uma “automaçãozinha”, como salientou em reunião na Amcham (Câmara Americana de Comércio). “Robótica é um problema estratégico”, disse. As primeiras gerações robóticas já resolveram tarefas repetitivas. Agora é a vez do domínio de funções mais avançadas e algoritmos de previsão. “Esses robôs reconhecem voz e imagem, aprendem por meio de inteligência cognitiva e ‘conversam’ com o usuário.”

A ideia não é fazer terrorismo com a perspectiva de automação de todas as cadeias de suprimentos. É preciso auxiliar gerações de profissionais (novas e antigas) a se prepararem para as novas realidades do mercado de trabalho. Profissões vão ser extintas. Novas vão surgir. O mundo é assim. Não adiantou ficar com saudade da máquina de escrever. Foi preciso aprender a usar o PC e depois migrar para todas as plataformas digitais e de mobilidade.

Estamos vivendo tempos de tecnologia disruptivas. Em bom português, estamos quebrando modelos e criando novos. Não estamos apenas evoluindo, mas rompendo barreiras. A partir de realidades apresentadas em eventos como o Singularity University Global Summit, ficamos sabendo, por exemplo, que a maior parte das interações dos clientes será com máquinas até 2020. Outra previsão estabelece que 20% de todas as buscas em dispositivos móveis já são feitas por voz. Vem acontecendo uma transição muito veloz da era industrial para a digital. Claro, de forma muito mais rápida do que a saída da sociedade agrícola para a industrial. É de se imaginar, segundo o mesmo seminário, que os robôs se tornem opções reais para força de trabalho. Acreditem, não estamos distantes disso.

Nesse ponto, é importante trazer a opinião de Suely Milanez, especialista em carreira e Gestão de Pessoas. “Para não ser substituído por um robô, não aja como um.” Em artigo no LinkedIn, Suely apresenta habilidades mapeadas pela fundação Nesta e Universidade de Oxford no estudo “O Futuro da habilidades no Reino Unido: Emprego em 2030”. É possível elencar 5 dessas habilidades: 1-Julgamento e tomada de decisão; 2-Fluência de ideias, 3-Aprendizado ativo, 4-Estratégias de aprendizado e 5-Originalidade. “As habilidades do futuro, estão presentes em todos nós. É preciso praticar”, concluiu.

A educação, claro, é fundamental nesse processo. Todos deverão ser mais qualificados. Mas nenhum diploma terá poder de garantir nada. É preciso notar que tudo o que é valorizado é muito humano: criatividade, empatia, coragem e empreendedorismo. O caminho é ser autêntico.

É sua chance de esbanjar talento e alçar voo. Assim, nenhum robô irá te alcançar.

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