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Grow, o gigante
da micromobilidade

As bicicletas e patinetes estão tomando as ruas das principais cidades da América Latina.  Para isso, o mercado da micromobilidade ganhou uma gigante, a Grow Mobility Inc., união da brasileira Yellow e da mexicana Grin.  A primeira é a startup líder no compartilhamento de bicicletas sem estação e patinetes elétricos. A segunda é a número 1 da América Latina no segmento de patinetes.

Essa empresa reúne 1,1 mil funcionários, conta com 135 mil bicicletas e patinetes e já realizou 2,7 milhões de viagens. No mapa deles estão 27 cidades em sete países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai). Um mapa, aliás, que não para de se expandir. Cidades médias brasileiras vão entrar no do radar de atuação da Grow em breve. Além delas, outra startup latino-americana, a Rappi, é uma forte parceira. Os 20 milhões de usuário da Rappi podem desbloquear bicicletas e patinetes. “A Grow manterá e ampliará a operação de bicicletas sem estações e patinetes da Grin e da Yellow, além de expandir para novos países no continente”, afirmou o comunicado de fusão das duas empresas. Jonathan Lewy, cofundador da Grin e presidente do conselho da Grow Mobility Inc., definiu bem a missão da nova companhia: “Estamos empolgados em melhorar os serviços de infraestrutura e impulsionar a atividade econômica em toda a nossa região.”

A possível concorrência dos americanos abriu o olho das duas empresas para uma união. Ganhar musculatura é fundamental para encarar players globais. A 99, que foi criada por Ariel Lambrecht (um dos fundadores da Yellow), está nas mãos dos chineses e cogitava entrar no mercado de patinetes no Brasil. Desistiu, por enquanto. “Temos muita sorte em reunir duas equipes experientes e bem-sucedidas com profundo conhecimento de mobilidade urbana e das necessidades dos clientes que atendemos”, disse Ariel, atual diretor global de produtos da companhia.

A demanda por transporte nos centros urbanos buscou desatar o nó do trânsito. Algumas montadoras, por exemplo, se deram conta que não vendem automóveis, mas mobilidade. É o que o cliente quer. Sempre a visão do cliente tem de estar no centro das discussões. Terreno de atuação da Grow, as soluções de micromobilidade precisam dar fluidez e rapidez aos deslocamentos, sem deixar de lado o preço. Os custos competitivos têm de ser também um incentivo para que o cidadão deixe o carro em casa. “A demanda por esses serviços é enorme e, combinando forças e recursos, poderemos nos mover mais rapidamente para atender mais usuários”, comentou Sergio Romo, cofundador da Grin e CEO Global da Grow.

O desafio da segurança é o próximo obstáculo a ser superado pela gigante latino-americana. Acidentes com patinetes estão tirando o sono da empresa e das prefeituras. É um mundo novo. Assim como o Uber, a Grow está mudando a forma como “consumimos” mobilidade. Estamos trocando as rodas do futuro. E ele está em movimento.

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