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Empregos do
futuro:
A mudança é a
única certeza

O que vou fazer da minha vida agora? Por que o meu emprego vai sumir? As perguntas angustiadas são frequentes. O medo é compreensível, porque as pessoas percebem com mais facilidade as funções que estão sumindo do que as profissões do futuro.

O tema emprego será constante neste espaço. Não poderia ser diferente. É uma das maiores angústias das pessoas. Talvez a maior. Muitas profissões irão sumir. Outras tantas vão surgir, como já mencionei em artigos anteriores.

Não estamos falando apenas de mudanças em profissões com baixa instrução. Carreiras ligadas ao direito e à contabilidade já estão se transformando. Pode ser que demore muito para que um robô substitua o seu advogado e contador. Ou talvez isso nem aconteça. Mesmo assim, uma inteligência artificial pode ajudar muito nessas questões. É o caso de “Ross”, advogado virtual desenvolvido pela Universidade de Toronto.

E não podemos deixar de fora o Watson, projeto IBM que reúne deep learning, inteligência artificial e supercomputadores. A plataforma já é utilizada como assistente de voz, auxílio na área de saúde, reconhecimento visual e um número de atividades difícil de calcular.

Aqui vai outro cenário. Nos EUA, 8% das pessoas estão trabalhando dirigindo algum veículo. Esses empregos estão com os dias contados. São motoristas profissionais de táxi, ambulância, caminhão, por exemplo. E 3% dos trabalhadores são operadores de caixa. Eles também não devem durar muito.

É de dar medo, mas quero propor um exercício. Vamos voltar 100 anos. Metade da população economicamente ativa estava atuando na agricultura. Todo mundo ficaria apavorado se alguém soubesse que a agricultura seria mecanizada e que iria aumentar a atividade brutalmente. Com isso, um percentual muito pequeno das pessoas iria se envolver com o setor. Todos ficariam, literalmente, sem chão.

De volta aos dias de hoje. Quem poderia imaginar que teríamos tantos profissionais ligados ao mercado de pets? Existe muita gente que trabalha com hotéis para cachorros e tantos outros mimos para os animais de estimação.

Nem é preciso usar demais a imaginação. Mais e mais estudos apresentam profissões do futuro. Você pode trabalhar com big data, edge computing, negócios com inteligência artificial e até realidade aumentada, lojas virtuais e drones. Esses universos já são palpáveis.

Existem visões mais sombrias. O historiador Yuval Harari – da trilogia Homo Sapiens, Homo Deus e 21 lições para o século 21 – tem uma visão bem pessimista. Ele fala não apenas de desempregados, mas de “inimpregáveis”. As pessoas não seriam sequer exploradas, mas irrelevantes.

Por outro lado, o escritor Peter Diamandis tem uma visão mais otimista. Ele exalta os novos tempos: “As pessoas não têm ideia do quão rápido o mundo está mudando. A convergência de tecnologias está transformando já nesta década. Temos de surfar no topo desse tsunami e não ser engolido por ele”. O escritor lembra que, para 2023, a previsão é de o crowdfounding movimente US$ 300 bilhões. Isto é, as pessoas que têm uma ideia que ajude a vida dos outros irão cada vez mais atrair o investimento individual e espontâneo.

Não adianta querer parar a história. Ela vai seguir o seu curso. Cada vez mais as ideias serão valorizadas. Cada vez mais novas profissões irão surgir. Não fique velando o seu antigo crachá. É preciso ser empreendedor na sua própria carreira. Porque o futuro já virou presente.

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