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5 fontes de
inspiração

Pais, professores, esportistas, escritores, líderes políticos ou religiosos. É claro. Cada indivíduo tem seus orientadores ou inspirações para grandes viradas em suas vidas. Todos eles ajudam a construir personalidades e ideologias. Nada disso é novidade, mas considero importante partilhar nomes que fizeram parte da construção da minha vida pessoal e profissional.

Meu pai, Nevaldo Rocha

Neste aqui tive a honra de nascer e viver em seu lar. É o fundador da empresa, meu pai, e que me ensinou quase tudo o que eu sei. Foi um grande incentivador e cobrador ferrenho. Com ele, a inspiração é permanente. Isso trata do exemplo, da ética, na audácia dos negócios. Não é qualquer um que pode ter em casa um dos mitos da indústria têxtil e do varejo do Brasil. Lembro que comprei um carro dos meus sonhos com os dividendos do meu trabalho na Pool. Eu era jovem, mas já me considerava independente. Meu pai me disse: “Se não devolver esse carro, vai se arrepender”. Não quis pagar para ver.

 

Steve Jobs

Esse exemplo é mais do que conhecido. Até porque tenho uma foto deste visionário em minha sala de trabalho. Ele foi o grande mentor da visão holística de uma cadeia de suprimentos de visão global. Jobs optou por não fatiar o problema. É o que acontece na cadeia têxtil tradicional. No caso da Apple, ele dominou todos os elos da cadeia: smartphone, sistema operacional, loja virtual e laptop. O Grupo Guararapes bebeu dessa fonte. A visão do todo nos permite vender dentro da equipe o nosso propósito de levar a moda (com qualidade) para o maior número de pessoas. 

 


Roberto Campos

Tive o prazer de conviver na Câmara dos Deputados com um dos mais importantes liberais da História do Brasil. Junto com ele, eu era voto vencido em quase tudo, tirei nota mínima no DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Fomos os únicos que votaram contra o monopólio da Petrobras. Acredito que o seu rigor intelectual, o ideal liberal, deveriam ser matéria em qualquer faculdade séria de economia. Ele tinha também ótimas tiradas também: “Nós não estamos promulgando uma Constituição, estamos aqui homologando um catálogo de aspirações”. Felizmente, as ideias liberais estão ressurgindo no País. E o best-seller de Campos, “A Laterna na Popa”, tem de ser a nossa Bíblia.

 

Eli Goldratt

Criador da Teoria das Restrições (ToC), o autor apresentou sua ideias como pano de fundo em seu primeiro livro A Meta (The Goal). Nele, Goldratt mostra a história de alguém que tem três meses para salvar uma empresa. O conceito de ToC é um modelo de administração que leva em consideração sistemas gerenciáveis, com o alcance de pequenas metas. É um conjunto de princípios e processos. Leva em consideração perguntas importantes, etapas, foco, ideias de causa e efeito, além de ferramentas lógicas. Muitas áreas estratégicas de uma corporação podem beber dessa fonte: finanças, logística, marketing, produção, projetos, RH e vendas. As restrições dizem respeito a desafios internos e externos (de mercado) das corporações. Esses desafios são destrinchados em Etapas de Foco e vão mudando conforme os problemas são solucionados. Outros livros do autor que não podem faltar: It’s Not Luck (Não é Sorte); The Choice (A Escolha); A Corrida (The Race). Goldratt faleceu em 2011, mas seu blog (em inglês) continua sendo uma ótima fonte inspiradora: blog.eligoldratt.com

 

John Mackey

Ele é o co-fundador e co-CEO da Whole Foods Market. Mackey levou uma única mercearia de produtos orgânicos de Austin, no Texas, a ser uma corporação de mais de US$ 11 bilhões, com 347 lojas e 73 mil colaboradores em três países. Ele acreditava de forma convicta nos princípios do livre mercado e fundou o movimento Capitalismo Consciente (consciouscapitalism.org). Em seu ideal, buscou mudar a forma como os líderes pensam as suas organizações. Era necessário, segundo Mackey, reconhecer a importância do papel de cada empresa e do seu valor no mercado global. Esse novo paradigma de negócios tem o potencial para melhorar o desempenho das empresas e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida das pessoas. No fundo, ele sonha em reinventar o    capitalismo e incentivar uma forma ética de fazer negócios.

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